Universidade Federal do Norte do Tocantins

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CONSCIENTIZAÇÃO

UFNT inaugura Banco Vermelho no CCA e presta homenagem a professora vítima de feminicídio

Instalação simbólica integra iniciativa nacional da Andifes com o Instituto Banco Vermelho e presta homenagem à professora Elizabeth Figueredo, morta em 2021

publicado: 03/07/2026 14h03,
última modificação: 03/07/2026 14h08

Araguaína (TO) – A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) inaugurou, nesta quinta-feira (02), o Banco Vermelho no Centro de Ciências Agrárias (CCA), em uma ação simbólica de enfrentamento ao feminicídio e à violência contra mulheres. A iniciativa integra uma campanha nacional e internacional que utiliza bancos vermelhos como instrumentos de memória, conscientização e mobilização social.

A cerimônia contou com a participação de servidores e estudantes da instituição, que acompanharam a instalação do banco no espaço acadêmico. Mais do que um marco simbólico, o banco se consolida como um ponto permanente de reflexão sobre a necessidade de prevenção e combate às múltiplas formas de violência de gênero.

No CCA, o Banco Vermelho também presta uma homenagem à professora Elizabeth Figueredo, cuja trajetória é marcada pela dedicação à educação pública e ao trabalho com estudantes em diferentes contextos de ensino. Formada em Pedagogia pela UNITINS em 2001, com especialização em Educação Inclusiva, Elizabeth atuou por mais de três décadas no magistério, com destaque para sua atuação no Colégio Estadual Bernardo Sayão, em Pequizeiro, onde lecionou, exerceu funções de direção e orientação pedagógica e contribuiu para a formação de gerações de estudantes.

Ao longo de sua carreira, dedicou atenção especial ao ensino de pessoas com necessidades especiais até sua aposentadoria, em 2013. Mãe de Paulo Henrique, servidor da UFNT e Luiz Paulo, sua trajetória é lembrada pela comunidade acadêmica e educacional como exemplo de compromisso com a inclusão e com a transformação social por meio da educação.

Durante a cerimônia, a diretora em exercício do CCA destacou a relevância da iniciativa no contexto universitário. “A violência contra mulheres é uma realidade que atravessa todas as esferas da sociedade, inclusive a universitária. Por isso, ações como esta são fundamentais para ampliar o debate, fortalecer políticas de prevenção e estimular a denúncia”, afirmou.

Representando a Comissão de Mulheres da UFNT, a professora Fabiana Rosa destacou o caráter mobilizador do Banco Vermelho e seu papel na conscientização coletiva. “O Banco Vermelho, idealizado por mulheres que transformaram dor em mobilização social, é um chamado à ação. Ele existe para lembrar que nenhuma forma de violência — física, psicológica, moral, sexual ou patrimonial — pode ser naturalizada ou ignorada. Que este banco seja um marco permanente de conscientização, estimulando estudantes, docentes e técnicos a reconhecerem sinais de violência, denunciarem e atuarem como agentes de transformação”, declarou.

O reitor da UFNT destacou que a iniciativa está alinhada à missão institucional da universidade e a ações nacionais voltadas ao enfrentamento da violência de gênero. “A Universidade Federal do Norte do Tocantins tem como missão formar cidadãos críticos, promover ciência e contribuir para o desenvolvimento social. Isso implica, necessariamente, o enfrentamento das desigualdades e das diversas formas de violência que atingem a nossa população. Ao aderir a essa iniciativa, a UFNT reafirma seu compromisso com políticas de enfrentamento à violência de gênero, reconhecendo o papel estratégico da universidade na promoção da conscientização, do acolhimento e da transformação social. Este banco nos lembra que a violência de gênero deve ser enfrentada com políticas institucionais, informação qualificada, redes de apoio e a participação ativa de toda a comunidade acadêmica”, completou.

A iniciativa integra uma mobilização da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes), em parceria com o Instituto Banco Vermelho, que vem incentivando universidades federais de todo o país a instalarem bancos vermelhos como instrumentos de educação, memória e prevenção.