Universidade Federal do Norte do Tocantins

UFNT

Pedagogia Intercultural Indígena

  Informações Gerais

Apresentação:
O Curso de Pedagogia Intercultural Indígena (Panhĩ) está vinculado ao Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS), da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT/Tocantinópolis). Foi aprovado no processo seletivo (Edital Nº 23/2023) da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES), PARFOR EQUIDADE, idealizado junto à Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (SECADI/MEC), com objetivo de formar professores em licenciaturas específicas para atendimento das redes públicas de educação básica ou das redes comunitárias de formação por alternância, que ofereçam educação escolar indígena, quilombola e do campo, assim educação especial inclusiva e na educação bilíngue de surdos.
O objetivo principal do Curso de Pedagogia Intercultural Indígena (Panhĩ) é proporcionar formação inicial em Nível Superior para docentes indígenas, em Pedagogia Intercultural Indígena, para atuarem na docência na Educação Infantil e nos anos iniciais do Ensino Fundamental (1° ao 5° ano), bem como na gestão pedagógica, respondendo às demandas das comunidades indígenas Apinajé. Com a criação deste curso, a UFNT dirige um olhar mais atento às necessidades regionais, promovendo práticas educativas que contribuam para elevar o nível de qualidade de vida da população.
A organização didático-pedagógica do Curso de Pedagogia Intercultural Indígena (Panhĩ) se aproxima das correntes teóricas que questionam o colonialismo, responsável pela criação e efetivação de um padrão de poder que instituiu o capitalismo global e chegou até a escola, configurando-se nas hierarquias epistemológicas que ignoram e têm contribuído para deslegitimar os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas nos âmbitos oficiais de ensino. As ações desenvolvidas no curso seguem a perspectiva crítica da pedagogia decolonial e contracolonial e do paradigma do Bem Viver, promovendo fissuras na ordem moderna/colonial, as quais tornam possíveis e dão sustento e força a um modo distinto, inteiramente outro, de estar no e com o mundo. Nesse sentido, a construção do Bem Viver deve ser útil para encontrar respostas aos desafios globais que a humanidade enfrenta. Estas bases teórico-metodológicas, articuladas à literatura já produzida e aos conhecimentos ancestrais do povo Apinajé, compõem as principais características do curso. Alinhado a essa perspectiva, o direito a uma educação pautada nos princípios da diferença, da especificidade, do bilinguismo/multilinguismo e da interculturalidade são fundamentos necessários à formação dos professores que atuam nas escolas indígenas, pois os habilita a uma educação que garanta o desenvolvimento de processos próprios de ensino- aprendizagem, o que significa atentar às cosmovisões, considerar as concepções de tempo e espaço, às práticas socioculturais específicas, os valores de fortalecimento da identidade e à organização sociopolítica do povo indígena.
A Proposta Pedagógica do Curso de Pedagogia Intercultural Indígena (Panhĩ) recebeu a pontuação máxima de 100 pontos, ficando em 18º lugar dentre as 189 aprovadas no processo de seleção para a oferta de cursos de licenciatura no âmbito do Programa Nacional de Fomento à Equidade na Formação de Professores da Educação Básica – PARFOR-EQUIDADE.

Contatos: (63) 3471-6019 – pedinter.indigena@ufnt.edu.br
Histórico do curso:

O Projeto Pedagógico do Curso foi avaliado e aprovado nas instâncias superiores da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT): Certidão N.º 21/2023 – CONSEPE/UFNT; Certidão Ad referendum do Conselho de Centro N.º 026/2023/CEHS/UFNT; Certidão Ad referendum N.º 001/2023 – PED/CEHS/UFNT, e aprovação no Edital Nº 23/2023 da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de
Nível Superior (CAPES), Análise de Mérito Ad Hoc – N.° do Processo: 8887.931424/2023-00. As atividades iniciam em 1º de julho de 2024.

Perfil do egresso:
As professoras e os professores a serem formados neste curso terão competências para atuar na educação básica, com foco na Educação Infantil, nos anos iniciais do Ensino Fundamental e na gestão escolar. A formação será voltada para uma atitude crítica em relação ao contexto sócio, histórico, político e cultural no qual estão inseridos, principalmente no que tange às problemáticas específicas vividas pelos povos indígenas. Espera-se que com essa formação a professora ou professor tenha uma atitude autônoma e crítica em relação a sua própria atuação profissional como docente e em relação a sua comunidade. A formação também lhe fornecerá habilidades e competências para atuar de forma pedagógica e didática de maneira
a aprimorar a qualidade do ensino oferecido nas escolas das aldeias, visando melhorar a vida das
pessoas de suas comunidades. 
Além disso, é importante ressaltar que o curso está em conformidade com a Resolução N.º 1, de 7 de janeiro de 2015, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas em Cursos de Educação Superior e de Ensino Médio, e define os perfis profissionais e políticos requeridos pelos povos indígenas, para os cursos destinados à formação inicial e continuada de professores indígenas.
Mercado de trabalho: O Curso de Pedagogia Intercultural Indígena (Panhĩ) está em conformidade com a Resolução N.º 1, de 7 de janeiro de 2015, que institui as Diretrizes Curriculares Nacionais para a Formação de Professores Indígenas em Cursos de Educação Superior e de Ensino Médio, e define os perfis profissionais e políticos requeridos pelos povos indígenas. Segue também as Diretrizes Curriculares Nacionais (2006), que estabelece como áreas de atuação profissional do Pedagogo as seguintes: a) Docência na Educação Infantil, nas Séries Iniciais do Ensino Fundamental (escolarização de crianças, jovens e adultos; Educação Especial; Educação Indígena; Educação Ambiental; Educação do Campo; e Educação e cultura afro-brasileira) e nas
disciplinas pedagógicas para a formação de professores em nível médio; b) Gestão educacional e organização de sistemas, unidades, projetos e experiências escolares e não-escolares; c) Produção e difusão do conhecimento científico e tecnológico do campo educacional; d) Áreas emergentes do campo Educacional.