Universidade Federal do Norte do Tocantins

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UFNT promove II Semana de Combate ao Assédio com debates sobre prevenção, conscientização e enfrentamento da violência

Evento realizado no CEHS reuniu especialistas, representantes institucionais e comunidade acadêmica para discutir diferentes formas de assédio e violência em contextos sociais, políticos e corporativos.

publicado: 26/05/2026 17h11,
última modificação: 26/05/2026 17h11

Tocantinópolis (TO) – A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), por meio do grupo de pesquisa e extensão “A Violência Sutil do Assédio”, promoveu nos dias 5, 6 e 7 de maio a II Semana de Combate ao Assédio, evento que marcou a culminância das atividades práticas e científicas desenvolvidas pelo projeto, coordenado pelo professor Fabricío Carlos Zanin e composto por estudantes bolsistas.

Em sua segunda edição, a iniciativa contou com a parceria institucional da Fundação de Apoio Científico e Tecnológico do Tocantins (FAPTO), do Ministério Público do Trabalho (MPT), do Centro de Educação, Humanidades e Saúde (CEHS), da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e da Pró-Reitoria de Pesquisa e Inovação (Propi).

Ao longo de três dias, o evento reuniu especialistas, representantes públicos e a comunidade acadêmica em uma programação voltada à reflexão, conscientização e enfrentamento das diferentes formas de assédio.

A abertura da II Semana de Combate ao Assédio, realizada no dia 5 de maio, teve como tema “Os Desafios Processuais na Prova do Assédio”. A discussão contou com a participação do defensor público atuante na Defensoria Pública do Estado (DPE), Thiannetan de Sousa Silva, que abordou a complexidade de comprovar, juridicamente, a ocorrência de práticas de assédio.

Durante a palestra, foram discutidos os obstáculos enfrentados na produção de provas dentro de processos relacionados ao tema, evidenciando as dificuldades processuais que envolvem esses casos.

No dia 6 de maio, a programação concentrou-se na discussão sobre mulheres na política e o combate à violência contra a mulher, ampliando o debate para diferentes contextos em que o assédio pode ocorrer.

A mesa redonda reuniu as representantes políticas Branca Gomes, Eleni e Josi, além de integrantes da Patrulha Maria da Penha, que contribuíram para a discussão sobre temas como assédio sexual, assédio moral e a escalada da violência no ambiente doméstico.

Durante o encontro, os participantes destacaram que o assédio pode se manifestar de diferentes formas e, muitas vezes, evoluir para outras expressões de violência, reforçando a importância da prevenção, da proteção às vítimas e da ampliação de políticas públicas voltadas ao enfrentamento dessas práticas.

No último dia, 7 de maio, o encerramento da programação trouxe duas perspectivas complementares sobre o tema: o assédio no ambiente corporativo e o assédio eleitoral.

A psicóloga e integrante da Defensoria Pública (DPE), Izabel Saboya compartilhou sua experiência na área de Recursos Humanos (RH) e discutiu como as relações hierárquicas e as dinâmicas de poder influenciam a ocorrência de assédio dentro das organizações. Em sua fala, destacou como essas práticas se manifestam no cotidiano corporativo e os impactos gerados nos ambientes de trabalho.

Na sequência, o auditor do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Dody Reis, apresentou reflexões sobre o assédio eleitoral, tema central das pesquisas desenvolvidas pelo grupo organizador. O palestrante explicou como essa prática ocorre e estabeleceu conexões com o contexto corporativo, demonstrando de que forma mecanismos de pressão e assédio podem ser instrumentalizados em diferentes ambientes.

Com uma programação multidisciplinar e debates voltados à conscientização e ao enfrentamento da violência, a II Semana de Combate ao Assédio reafirmou a importância da produção acadêmica, da extensão universitária e do diálogo institucional na construção de espaços mais seguros, éticos e respeitosos para toda a sociedade.