Universidade Federal do Norte do Tocantins

UFNT

Atendimento psicossocial

Sobre o atendimento

A atuação do psicólogo na instituição de ensino superior difere da atuação em contexto clínico – cujo enfoque é curativo, remediativo e focado nas psicopatologias. O foco da atuação do psicólogo no contexto da educação superior deverá, para além
de centrar-se na solução de problemas individuais, preconizar um enfoque preventivo ou voltado para a promoção da saúde.
Para tanto, os processos de escuta devem envolver ações que estimulem o desenvolvimento dos indivíduos (desenvolvimento de habilidades, competências, etc.) e dos grupos. Assim, o foco de trabalho desloca-se para os fatores de proteção e de promoção de saúde e resiliência, sendo trabalhados aspectos de prevenção primária, voltados à população geral, não apenas às populações vulneráveis.

Acolhimento Coletivo

O acolhimento coletivo passa por práticas de promoção de saúde, processo que busca promover a equidade e a melhoria das condições e dos modos de viver, ampliando a potencialidade da saúde individual e coletiva e reduzindo vulnerabilidades e riscos à saúde decorrentes dos determinantes sociais, econômicos, políticos, culturais e ambientais…

Acolhimento em grupo

No acolhimento em grupo tem-se uma interação entre o psicólogo e as pessoas acolhidas, assim como entre as próprias pessoas acolhidas. Além das intervenções aplicadas pelo psicólogo, o grupo e sua matriz interativa são instrumentos empregados para a obtenção da mudança. A estratégia grupal proporciona o confronto de diferentes percepções e pontos de vista sobre um determinado tema (Rego, 2004), o que pode gerar reflexões múltiplas e, muitas vezes, divergentes ou complementares. Se essas diferentes perspectivas forem acolhidas e elaboradas, promovem o desenvolvimento de recursos, e os participantes podem lidar positivamente com as diferenças e desfrutar de seu potencial transformador, aprendendo por intermédio do outro que vivencia situações e dificuldades semelhantes. Os objetivos da intervenção em grupo são:

  • proporcionar a expressão de sentimentos relacionados ao sofrimento psicológico, assim como as formas de enfrentamento e cuidados;
  • contribuir para recuperação da autoestima e constituição de uma autoimagem positiva; fortalecer a vinculação do estudante à atenção e cuidado oferecido;
  • estimular a recuperação física e emocional do estudante;
  • incentivar e facilitar a comunicação com os demais atores na universidade.

Além da promoção da melhoria da qualidade de vida, outros objetivos almejados são:

  • adquirir novas habilidades de enfrentamento, o que inclui manejo mais adequado de experiências internas e formas saudáveis de resolução de conflitos, que possam se refletir em situações cotidianas;
  • incentivar a ajuda mútua por meio da partilha, no contexto grupal, de problemas semelhantes;
  • auxiliar a pessoa em sofrimento a lidar com os temores do crescimento e a insegurança gerada pelo escasso sentimento de competência pessoal, uma vez que esses sentimentos estimulam a dependência, a perda de autonomia e o medo do futuro;
  • buscar desfechos mais satisfatórios para suas histórias de dor e sofrimento (Santos, 2006).

Rodas de conversa

As rodas de conversa consistem em uma metodologia de participação coletiva sobre uma temática, gerando discussão, reflexão e construção de novos sentidos. Por meio desses encontros, é possível estimular a reflexão crítica, o compartilhamento de conhecimentos e a construção coletiva de soluções para os problemas enfrentados no cotidiano da universidade. Além disso, as rodas de conversa proporcionam um espaço seguro e acolhedor para que os usuários expressem suas necessidades e expectativas, contribuindo para a humanização do cuidado.

Educação em saúde

A Educação em Saúde (ES), entendida por Candeias (1997) como conjunto de ações educativas voltadas à tomada de consciência e de atitudes que levem à promoção da saúde e à prevenção de doenças, fundamenta o desenvolvimento da Educação em Saúde na instituição de ensino superior por meio de conceitos como o autocuidado, a prevenção de doenças e a promoção da saúde (Saboga-Nunes et al., 2016). A educação em saúde como processo político-pedagógico requer o desenvolvimento de um pensar crítico e reflexivo, permitindo desvelar a realidade e propor ações transformadoras que levem o indivíduo à sua autonomia e emancipação como sujeito histórico e social, capaz de propor e opinar nas decisões de saúde para cuidar de si, de sua família e de sua coletividade.

Como acessar os encontros de acolhimento coletivo?

Os momentos de trabalho coletivo propostos pela Divisão de Atenção Psicossocial e Pedagógica poderão acontecer mediante oferta da própria divisão, com número limitado de vagas, e a partir de demandas observadas nos atendimentos individuais, nos fóruns e encontros deliberativos e propositivos dos estudantes, nas observações de campo, ou a partir de relatos e solicitações de professores e coordenadores de curso. Estes encontros coletivos, sobretudo rodas de conversa e processos de educação em saúde também podem ocorrer em alusão a datas comemorativas (dia de conscientização sobre o autismo, setembro amarelo, outubro rosa etc.) e nos momentos de acolhimento e recepção de calouros e veteranos no início de cada semestre letivo.

Quem é o público-alvo?

  • Estudantes regularmente matriculadas(os) em cursos de graduação da UFNT, com prioridade para aquelas/aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica e beneficiárias/beneficiários do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES);
  • População LGBTQIAPN+
  • Estudantes que exercem a parentalidade
  • Estudantes quilombolas e indígenas.

Acolhimento individual

Trata-se de um atendimento breve e focal na modalidade de acolhimento, não voltado para situações de urgência ou emergência, e que visa abordar questões que estejam causando desconforto à/ao estudante. Caso haja necessidade de psicoterapia de longo prazo ou outro acompanhamento especializado (psiquiatria, neurologia etc), a orientação é encaminhar a(o) estudante para estabelecimentos do Sistema Único de Saúde (SUS), ou ainda aqueles dispositivos que compõem a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS). O objetivo do acolhimento individual é proporcionar suporte psicológico para a resolução de questões que possam impactar o desenvolvimento educacional da/do estudante, oferecendo-lhe um espaço seguro para expressar-se e refletir sobre suas vivências no ambiente acadêmico e em outras áreas da vida. O objetivo é fortalecer estratégias de enfrentamento diante de desafios pessoais e acadêmicos, estimulando a criatividade, o protagonismo e a autonomia.

Público-alvo

Estudantes regularmente matriculadas(os) em cursos de graduação da UFNT, com prioridade para aquelas/aqueles em situação de vulnerabilidade socioeconômica e beneficiárias/beneficiários do Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES),
população LGBTQIAPN+, estudantes que exercem a parentalidade, estudantes quilombolas e indígenas.

Onde ocorre?

O acolhimento individual ocorre nos três centros que, atualmente, compõem a UFNT, a saber, o Centro de Ciências Integradas (CCI), o Centro de Ciências Agrárias (CCA), e o Centro de Ciências da Saúde (CCS).

  • CCI, o acolhimento individual acontecerá no prédio do PPGLLIT, Bloco I, Avenida Paraguai, s/n – Setor Cimba, Araguaína – TO, CEP: 77824-838. Os atendimentos ao longo de toda a semana, mediante disponibilidade do estudante e do profissional.
  • No CCA, o acolhimento individual acontece no piso superior da Biblioteca do Centro de Ciências Agrárias, situado na BR-153, Km 112, S/N, Caixa Postal 132, CEP: 77804-970, Araguaína/TO.
  • No CEHS, o acolhimento individual acontece no DIAEST, piso superior da Biblioteca do Centro de Educação, Humanidades e Saúde, situado na Avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 1558 | Bairro Céu Azul | 77900-000 | Tocantinópolis/TO.

Como solicitar o acolhimento individual em psicologia escolar?

A solicitação se dá mediante através do e-mail da Divisão de Atenção Psicossocial e Pedagógica, a saber, div.psicossocial@ufnt.edu.br, ou através do telefone (63)3416-5805. Ao realizar a solicitação, o aluno deverá aguardar um e-mail de confirmação, informando o dia, o horário e o local do atendimento.

É responsabilidade do aluno o comparecimento nos dias e horários agendados. Em caso de falta, o aluno retornará para o final da fila de espera para que seja agendado em outro momento.

Em caso de atraso o horário não poderá ser estendido para que não haja comprometimento do horário destinado ao acolhimento de outra pessoa.