Universidade Federal do Norte do Tocantins

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ENSINO, PESQUISA E EXTENSÃO

Aula de campo integra estudantes de Turismo e Geografia da UFNT em atividades de planejamento territorial e gestão ambiental

Atividade realizada na Cachoeira Ribeirão Manso, em Angico, promoveu a aplicação de metodologias técnicas e fortaleceu a formação interdisciplinar dos estudantes.

publicado: 18/06/2026 11h18,
última modificação: 18/06/2026 11h18

Acadêmicos dos cursos de Turismo e Geografia da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) participaram, no dia 17 de junho, de uma aula de campo interdisciplinar realizada na Cachoeira Ribeirão Manso, localizada no município de Angico (TO). A atividade integrou ações de ensino voltadas à articulação entre teoria e prática, proporcionando aos estudantes experiências de aprendizagem relacionadas ao planejamento territorial, à gestão ambiental, ao turismo sustentável e à segurança em atividades desenvolvidas em ambientes naturais.

A iniciativa foi desenvolvida com o objetivo de fortalecer a formação acadêmica por meio da integração entre diferentes áreas do conhecimento, estimulando a compreensão das relações existentes entre território, patrimônio natural, uso público dos recursos ambientais e desenvolvimento regional. Ao longo da programação, os participantes realizaram atividades de observação, coleta de dados e análises técnicas voltadas à caracterização da área e à identificação de aspectos relevantes para o planejamento e a gestão de atrativos turísticos em ambientes naturais.

Durante a aula de campo, os estudantes aplicaram metodologias relacionadas ao levantamento das características físicas da paisagem, avaliação das condições de uso público do atrativo, identificação de impactos ambientais e análise de potenciais riscos associados à visitação. As atividades permitiram a compreensão prática de instrumentos utilizados na gestão de áreas naturais, contribuindo para o desenvolvimento de competências relacionadas ao planejamento turístico e à conservação ambiental.

A programação também contemplou vivências práticas ligadas ao turismo de aventura e ao ecoturismo. Com o apoio do instrutor de esportes radicais Eduardo Souza Vieira, os acadêmicos participaram de atividades supervisionadas de rapel e caiaque, além de discussões técnicas sobre procedimentos operacionais, protocolos de segurança, gestão de riscos e condução responsável de visitantes em ambientes naturais. As atividades possibilitaram aos estudantes conhecer práticas adotadas no setor e refletir sobre os desafios envolvidos na oferta de experiências seguras e sustentáveis em áreas de visitação.

A realização da atividade ocorre em um contexto de crescente atenção às questões relacionadas à segurança em atividades turísticas desenvolvidas em ambientes naturais. O aumento da procura por experiências de aventura e ecoturismo, aliado à ocorrência de acidentes em áreas de visitação em diferentes regiões do país, tem reforçado a necessidade de qualificação profissional, planejamento técnico e adoção de protocolos que garantam a proteção dos visitantes e a conservação dos recursos naturais.

Nesse cenário, a aula de campo buscou proporcionar aos estudantes uma formação alinhada às demandas contemporâneas do setor turístico, incentivando uma atuação profissional fundamentada em critérios técnicos, científicos e éticos. A proposta também contribuiu para a compreensão da importância do monitoramento ambiental, da gestão de riscos e do planejamento integrado como elementos essenciais para a sustentabilidade das atividades turísticas em áreas naturais.

Para o professor do Programa de Pós-Graduação em Geografia (PPGEO) e do curso de Geografia da UFNT, Eliseu Pereira de Brito, as atividades de campo desempenham papel fundamental na formação acadêmica por possibilitarem uma leitura integrada das dinâmicas territoriais. “As atividades de campo constituem um instrumento fundamental para a compreensão integrada das dinâmicas territoriais, permitindo que os estudantes analisem, em situação real, as relações entre processos naturais, uso do território e intervenção humana”.

“Neste caso, a Cachoeira Ribeirão Manso se apresenta como um laboratório a céu aberto, onde foi possível discutir não apenas os atributos físicos da paisagem, mas também os desafios relacionados à conservação ambiental, à gestão dos recursos naturais e ao ordenamento do uso turístico em áreas de elevada sensibilidade socioambiental”, finalizou.

A professora Stephanni Sudré, do curso de Turismo e do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território (PPGCULT), ressaltou a relevância da atividade para a formação de profissionais preparados para atuar em um setor cada vez mais exigente em relação à segurança e à sustentabilidade.

“O turismo em ambientes naturais exige cada vez mais profissionais capacitados para atuar com planejamento, gestão de riscos e segurança. Esta atividade proporcionou aos estudantes a oportunidade de aplicar metodologias técnicas utilizadas no setor, como análise da capacidade de carga, avaliação de riscos, condução de visitantes e protocolos de segurança em atividades de aventura. Para além de formar profissionais para promover destinos, buscamos formar gestores capazes de conciliar experiência turística, conservação ambiental e proteção da vida humana, princípios indispensáveis para o desenvolvimento sustentável do ecoturismo”, afirmou.