
Muricilândia (TO) – A Universidade Federal do Norte do Tocantins participou do 53º Festejo da Abolição, realizado na Comunidade Quilombola Dona Juscelina, em Muricilândia, reafirmando o compromisso institucional com a valorização da diversidade, da cultura afro-brasileira e das políticas de inclusão e equidade.
Com o tema “Terra mãe quilombola: cultivando a liberdade da terra e na história”, a programação reuniu atividades culturais, formativas e acadêmicas entre os dias 12 e 14 de maio, fortalecendo os vínculos entre universidade e comunidade tradicional.
Representaram a universidade no evento o reitor, professor Airton Sieben, o vice-reitor professor Nataniel Gonçalves e a pró-reitora de Extensão e Assuntos Comunitários (Proex), professora Rejane Medeiros, a vice-diretora do Centro de Ciências Integradas, professora Vera Caixeta, além de docentes, estudantes e pesquisadores vinculados a ações de ensino, pesquisa e extensão desenvolvidas junto à comunidade.

O reitor da UFNT, professor Airton Sieben, destacou a relevância da participação institucional no festejo e o compromisso da universidade com o fortalecimento das relações com as comunidades tradicionais. “A presença da UFNT em espaços como este reafirma nosso compromisso com uma universidade pública inclusiva, conectada às realidades sociais e comprometida com a valorização da memória, da ancestralidade e da construção coletiva do conhecimento”, afirmou.
A professora Kênia Costa, docente do Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura e Território, também enfatizou a trajetória de parceria construída entre a universidade e a comunidade quilombola.
“É uma tradição vinda pela matriarca Dona Juscelina Gomes dos Santos. A universidade vem contribuindo nesse espaço há mais de dez anos, por meio das apresentações de trabalhos acadêmicos, rodas de conversa, trocas de saberes e projetos de pesquisa, ensino e extensão”, ressaltou.
A programação contou com oficinas, rodas de conversa, debates e atividades voltadas à educação antirracista, ao acesso e permanência no ensino superior e à valorização da memória quilombola. Entre os destaques estiveram discussões sobre políticas afirmativas, educação escolar quilombola e protagonismo das mulheres quilombolas.
Além das atividades acadêmicas, o festejo valorizou manifestações culturais e tradicionais da comunidade, fortalecendo a preservação da identidade quilombola no norte do Tocantins.






