Universidade Federal do Norte do Tocantins

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UFNT adere à campanha nacional Banco Vermelho de enfrentamento à violência contra a mulher

Ação integra mobilização realizada em todo o país no dia 9 de março e busca ampliar a conscientização sobre o enfrentamento ao feminicídio

publicado: 06/03/2026 17h16,
última modificação: 06/03/2026 17h23

Araguaína (TO) — A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) aderiu à campanha nacional Banco Vermelho, iniciativa de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher que mobiliza instituições em todo o Brasil. Como parte da ação, será instalado um banco vermelho no hall do bloco H do Centro de Ciências Integradas (CCI), espaço de grande circulação da comunidade acadêmica.

A mobilização ocorre no dia 9 de março, em todo o Brasil, como forma de sensibilizar a sociedade para o combate ao feminicídio e às diferentes formas de violência de gênero. O Banco Vermelho é um símbolo internacional de conscientização e consiste na instalação de bancos pintados de vermelho em espaços públicos e institucionais, acompanhados de mensagens educativas e informações sobre canais de denúncia e apoio às vítimas.

A história do Banco Vermelho começou na Itália, em 2016, como um símbolo de enfrentamento à violência contra a mulher e ao feminicídio. A iniciativa nasceu da dor de duas mulheres que perderam amigas vítimas de assassinato e decidiram transformar o luto em um movimento de mobilização social. A cor vermelha, escolhida para os bancos instalados em espaços públicos, simboliza o sangue derramado pelas vítimas e funciona como um alerta permanente sobre a gravidade da violência de gênero.

Inspirada por esse gesto, a campanha chegou ao Brasil por meio das brasileiras Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que também haviam perdido amigas em crimes de feminicídio. Desde então, a ideia se espalhou por diferentes cidades até que, em 31 de julho de 2024, foi oficialmente instituída no país pela Lei Federal nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como parte da política nacional de combate à violência contra a mulher.

Na UFNT, o banco será acompanhado por uma placa informativa com dados sobre a violência contra a mulher e orientações sobre como buscar ajuda. Entre os canais divulgados estão o Ligue 180, central de atendimento à mulher em situação de violência, e o 190, para situações de emergência.

A iniciativa tem como objetivo estimular a reflexão da comunidade acadêmica sobre a gravidade da violência de gênero, reforçando a importância da denúncia e da construção de uma cultura de respeito e proteção às mulheres. O banco funciona como um símbolo permanente de memória, alerta e compromisso coletivo no enfrentamento ao feminicídio.