Universidade Federal do Norte do Tocantins

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UFNT inaugura Banco Vermelho e reforça compromisso institucional no enfrentamento à violência contra a mulher

Instalação do símbolo internacional de enfrentamento ao feminicídio reuniu estudantes, professores, servidores e gestores da universidade nesta segunda-feira (9).

publicado: 10/03/2026 09h50,
última modificação: 10/03/2026 09h51

Araguaína (TO) – A Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) inaugurou, nesta segunda-feira (9), a instalação do Banco Vermelho no hall do bloco H do Centro de Ciências Integradas (CCI). A ação integra uma campanha nacional de conscientização e enfrentamento à violência contra a mulher e reuniu estudantes, professores, técnicos administrativos e gestores da instituição.

O ato contou com a presença do reitor Airton Sieben, do vice-reitor Nataniel Araújo, pró-reitores e representantes da comunidade acadêmica. Durante a atividade, foram destacadas a importância da mobilização social e do debate sobre a violência de gênero dentro e fora do ambiente universitário.

A professora Samara Leando, integrante da Comissão Permanente de Políticas para Mulheres da UFNT, ressaltou o papel simbólico e educativo da iniciativa. Segundo ela, o banco vermelho funciona como um alerta permanente sobre a gravidade da violência contra as mulheres e sobre a necessidade de fortalecer ações de prevenção, acolhimento e denúncia.

A mobilização realizada no dia 9 de março ocorre simultaneamente em diversas instituições e espaços públicos do país, com o objetivo de sensibilizar a sociedade para o combate ao feminicídio e às diferentes formas de violência de gênero. O Banco Vermelho é um símbolo internacional de conscientização e consiste na instalação de bancos pintados de vermelho em locais de grande circulação, acompanhados de mensagens educativas e informações sobre canais de denúncia.

A história do Banco Vermelho teve início na Itália, em 2016, quando duas mulheres que haviam perdido amigas vítimas de feminicídio decidiram transformar o luto em um movimento de mobilização social. A cor vermelha representa o sangue derramado pelas vítimas e busca chamar a atenção da sociedade para a gravidade da violência de gênero.

No Brasil, a campanha foi difundida pelas brasileiras Andrea Rodrigues e Paula Limongi, que também perderam amigas em crimes de feminicídio. A iniciativa ganhou força em diferentes cidades até ser oficialmente instituída pela Lei Federal nº 14.942/2024, que prevê a instalação de bancos vermelhos em espaços públicos como parte das políticas de enfrentamento à violência contra a mulher.

Na UFNT, o banco instalado no CCI será acompanhado por uma placa informativa com dados sobre a violência de gênero e orientações sobre como buscar ajuda. Entre os canais divulgados estão o Ligue 180, central de atendimento à mulher em situação de violência, e o 190, para casos de emergência.

Com a iniciativa, a universidade busca estimular a reflexão da comunidade acadêmica sobre a gravidade da violência contra as mulheres, reforçando a importância da denúncia e da construção de uma cultura de respeito, proteção e igualdade. O Banco Vermelho passa a funcionar, assim, como um símbolo permanente de memória, alerta e compromisso coletivo no enfrentamento ao feminicídio.