Universidade Federal do Norte do Tocantins

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Diversidade e inclusão

UFNT celebra o Dia da Visibilidade Trans com a trajetória acadêmica da egressa Lucrécia Borges

Da graduação ao mestrado e em preparação para o doutorado, a história de Lucrécia evidencia a educação como instrumento de resistência, pertencimento e transformação social.

publicado: 29/01/2026 09h30,
última modificação: 29/01/2026 09h30

Araguaína (TO) – Em alusão ao Dia Nacional da Visibilidade Trans, celebrado em 29 de janeiro, a Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT) destaca a trajetória acadêmica da egressa Lucrécia Borges, mulher trans cuja história se constrói a partir da educação pública como espaço de permanência, reconhecimento e transformação social.

A caminhada de Lucrécia na UFNT começou ao atravessar, pela primeira vez, o portão da universidade. Mais do que o ingresso em um curso de graduação, aquele momento simbolizou o início de um processo de afirmação de identidade e pertencimento. “Entrar na universidade sendo uma mulher trans nunca foi apenas sobre estudar. Foi sobre existir, resistir e permanecer”, relata.

Ao longo dos anos, a egressa construiu sua formação acadêmica na instituição, concluindo a graduação e, posteriormente, o mestrado. Atualmente, segue em preparação para o doutorado, dando continuidade a um percurso marcado pela dedicação aos estudos e pelo enfrentamento de desigualdades historicamente impostas às pessoas trans nos espaços educacionais.

Para Lucrécia, cada conquista ultrapassa o reconhecimento individual. “Cada etapa concluída representa mais do que um título. É uma resposta a um sistema que, por muito tempo, tentou nos excluir dos espaços de produção do conhecimento”, afirma. Segundo ela, a presença de mulheres trans na universidade reafirma o direito à educação e à ocupação de espaços que, por vezes, lhes foram negados.

A trajetória da egressa também reforça o papel das universidades públicas na promoção da diversidade, da inclusão e da justiça social. “A universidade também é nosso lugar. O conhecimento nos pertence e nossos sonhos não são grandes demais. Quando uma mulher trans permanece na academia, muitas outras passam a se reconhecer nesse espaço”, destaca.

Ao dar visibilidade à história de Lucrécia Borges, a UFNT reafirma seu compromisso com políticas institucionais voltadas à equidade, ao respeito às identidades e à valorização da diversidade. A iniciativa busca inspirar outras pessoas trans a ingressarem, permanecerem e construírem suas trajetórias no ensino superior.

No Dia da Visibilidade Trans, a universidade reforça a importância de ações que promovam o reconhecimento, o acolhimento e a ampliação de oportunidades, reiterando que a educação é um caminho fundamental para a transformação social.