Universidade Federal do Norte do Tocantins

UFNT

Professora e discentes da UFNT realizam ação de extensão sobre saúde feminina e acesso ao ensino superior

publicado: 11/03/2025 08h31,
última modificação: 11/03/2025 08h31

Na última sexta-feira (07/03), a professora Ediana Vasconcelos da Silva, da Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), juntamente com os discentes do curso de Medicina Geovanna Alves (6º período), Luiza Castilho (10º período), Luiz Fernando (5º período), Maressa Arruda (3º período), Suzana Serpa (6º período) e Vitória Ferreira (10º período), promoveram uma ação de extensão no Colégio Estadual Campos Brasil, localizado no bairro de Fátima, em Araguaína.

A iniciativa faz parte do projeto de extensão “Universidade Vai à Escola”, vinculado ao Programa Floresça. Esse projeto surge como uma ampliação da iniciativa “Universidade Aberta à Comunidade”, pertencente ao Programa PIBEX, que tradicionalmente recebe estudantes na Faculdade de Ciências da Saúde da UFNT.

O principal objetivo da ação foi abordar o tema saúde feminina, aproveitando a ocasião do Dia Internacional da Mulher para discutir temas fundamentais para a juventude. O público-alvo foram alunas do 8º e 9º anos do ensino fundamental e do ensino médio, totalizando 220 estudantes. Durante a atividade, foram realizadas palestras e momentos interativos com discussões sobre anatomia feminina e masculina, métodos contraceptivos, prevenção da gravidez na adolescência e infecções sexualmente transmissíveis (ISTs). Além disso, abordou-se um tema ainda pouco conhecido por muitos estudantes: as formas de ingresso no ensino superior, o sistema de cotas e as universidades públicas disponíveis no estado do Tocantins.

A discente Suzana Serpa destacou a importância desse contato direto com as alunas, ressaltando que muitas nunca haviam tido um espaço aberto para discutir saúde íntima de forma clara e acessível. “Ao longo das conversas, percebemos que o desconhecimento sobre métodos contraceptivos e prevenção de ISTs ainda é uma realidade entre adolescentes. Foi impactante notar o quanto a desinformação pode afetar suas escolhas e como ações como esta podem mudar sua visão sobre o próprio corpo e o cuidado com a saúde”, afirmou a estudante.

A professora Ediana Vasconcelos também ressaltou um dos desafios enfrentados nas visitas às escolas: a falta de conhecimento sobre as formas de acesso às universidades públicas e ao sistema de cotas. “Perguntas como ‘quanto se paga para estudar na UFNT?’ ainda são frequentes quando abordamos o tema. Isso evidencia a necessidade de romper os muros das universidades públicas e investir em iniciativas que incentivem os estudantes das escolas públicas a ingressarem no ensino superior”, destacou a docente.