O egresso dos cursos de graduação e mestrado de Física da Universidade Federal do Norte do Tocantins (UFNT), João Marcos Costa da Silva, participou de diálogo com três laureados do Prêmio Nobel, Serge Haroche (Física, 2012), David MacMillan (Química, 2021) e May-Britt Moser (Fisiologia ou Medicina 2014). Esse evento reuniu jovens pesquisadores de mais de 10 países da América Latina.

O evento “Diálogo Prêmio Nobel no Rio e São Paulo” foi realizado nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo nos dias 15 e 17 de abril, respectivamente, e foi organizado pela Academia Brasileira de Ciência (ABC) em parceria com a Nobel Prize Outreach. O encontro teve como objetivo reunir ganhadores do prêmio Nobel e convidados para discutir sobre a construção do nosso futuro junto com a ciência. Foi sediado na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) e na Universidade de São Paulo (USP).
Durante o diálogo, foi discutido o valor da ciência para a sociedade, a sua importância e como tornar prático e eficaz os conhecimentos científicos desenvolvidos. Além de como disseminar esse conhecimento para todas as esferas sociais, rompendo barreiras de gênero, etnia, geográfica e financeira. “Desde a infância, o método científico deve ser ensinado, assim as crianças aprendem a refletir sobre tudo que a cerca ao observar e teorizar. A educação básica é a chave fundamental, mas a desvalorização começa pelo professor que não tem reconhecimento” afirmou Serge Haroche.
“O diálogo nobel, sem dúvidas, trouxe algumas das discussões mais relevantes da atualidade: a desinformação veiculada na internet e a linguagem científica não acessível. Como queremos que a sociedade se interesse e entenda a ciência se não há linguagem adequada para ela? Isso é um fator que influencia de forma significativa o crescimento na descrença das descobertas científicas, como, por exemplo, a ineficácia de vacinas, mesmo todos percebendo no dia a dia os resultados dela. A população, em geral, não entende o método científico e os seus resultados. Precisamos instigar as crianças desde a formação inicial para progredirmos como sociedade e, consequentemente, com a ciência.” Afirmou João Marcos.






